PESQUISA  REALIZADA  ACERCA  DAS  TRADUÇÕES  BÍBLICAS :



               Uma análise cuidadosa da Bíblia revela que ela foi escrita por uns 40 homens durante um período de 16 séculos. Eram eles escritores profissionais ?  Não. Entre eles havia pelo menos um pastor, pescador, cobrador de impostos, médico, fabricante de tendas, sacerdote, profeta ou rei. Seus escritos mencionam muitas vezes pessoas e costumes que desconhecemos neste século XX. De fato, os próprios escritores da Bíblia nem sempre compreendiam o significado do que escreviam. (Daniel 12:8-10) Portanto, não nos deve surpreender encontrar certas dificuldades ao lermos a Bíblia.
 
               Apesar da situação desfavorável, continuou-se a copiar e a traduzir a Bíblia para as línguas comuns. Na Europa circulavam clandestinamente versões em muitas línguas. Todas eram CÓPIAS FEITAS A MÃO (sabemos que algumas caligrafias apresentam várias dificuldades relativas à compreensão de algumas palavras), porque a impressão com tipo móvel só foi inventada na Europa em meados do século XIV.
 
               O velho e Novo Testamento, já atravessaram mais de 3 mil anos, sendo traduzidos para 2.167 línguas ! Muitas delas praticamente inexistentes nos dias de hoje.
 
               Além do mais, até o século XIV, toda Obra Clássica era escrita manualmente pelos Monges, portanto passíveis de diferentes interpretações. Cito, como exemplo, quando Nicodemos pergunta a Cristo como pode um homem nascer já estando velho.  A resposta é, segundo a tradução de Osterwald:  “Se um homem não renascer da água e DO ESPÍRITO, não pode entrar  no reino de Deus”. Já na tradução de Sacy,  a expressão : DO  ESPÍRITO,   é  substituída   por :  DO SANTO - ESPÍRITO.  Na tradução de Lamennais, a expressão : DO ESPÍRITO, é substituída por : DO ESPÍRITO-SANTO.  São 3 interpretações diferentes e que muda completamente o que Jesus quis dizer.  Para a igreja,  ESPÍRITO  possui um significado  e  ESPÍRITO-SANTO possui outro significado.  Como explicar este fato ?

               Podemos hoje acrescentar que as modernas traduções já restituíram o texto primitivo, pois que só imprimem "Espírito" e não Espírito-Santo. Examinando a tradução brasileira, a inglesa, a em esperanto, a de Ferreira de Almeida, e em todas elas encontramos somente o termo "Espírito". Além dessas modernas traduções, encontramos a confirmação numa latina de Theodoro de Beza, de 1642, que diz: "...genitus ex aqua et Spiritu..." "...et quod genitum est ex Spiritu, spiritus est". É fora de dúvida que a palavra "Santo" foi interpolada, ou seja, ela foi inserida deliberadamente, pois NÃO constava do original.

               Repetimos : Para a Igreja Católica, ESPÍRITO, quer dizer uma coisa, ESPÍRITO-SANTO, quer dizer outra coisa !
 
 
 
 
BARREIRAS PARA O ENTENDIMENTO DAS ESCRITURAS
 
               Existem elementos humanos presentes na Bíblia. O tempo e a distância têm erguido grandes barreiras entre nós e os escritores bíblicos. Tais barreiras dificultam nosso entendimento e precisam ser sobrepujadas.

 
1. Barreiras de Linguagem

               A Bíblia foi escrita em três línguas: O Antigo Testamento em Hebraico e algumas poucas partes em Aramaico, e o Novo Testamento em Grego. Nossas traduções em Português, embora muito bem feitas por conselhos editoriais compostos por grandes eruditos nessas línguas, muitas vezes não conseguem achar palavras do nosso idioma que correspondam perfeitamente às do idioma original. Também, é difícil fazer a transposição do tempo, da voz e do modo dos verbos, da sua origem  para a atualidade.

Exemplo : Em I Co 4.1 Paulo diz: " Que os homens nos considerem, pois, ministros de Cristo ..."   Ministro na nossa língua é uma palavra sofisticada, usada para designar altas posições, como os ministros do Presidente da República. Mas, no grego, a palavra é huperetes, que significa servo, escravo, servente. Esse termo era usado para designar os escravos remadores das naus romanas.
 
 
2. Barreiras Culturais

               A Bíblia é o produto de culturas que são dramaticamente diferentes entre si. Para apreciar um texto temos que  RECONSTRUIR o  contexto cultural em que foi escrito. Quais os costumes e o ambiente do povo ?   Que tipo de influência sofriam ?
 

3. Barreiras Históricas

               Se não conhecermos o pano de fundo histórico, especialmente o compreendido entre o cativeiro na Babilônia e a chegada do Império Romano, vamos entender muito pouco do livro de Daniel. Muitas profecias lá proferidas se cumprem na História e o conhecimento desses fatos nos abre uma nova perspectiva de entendimento desse livro.

 
4. Barreiras Geográficas

               Muitas cidades, províncias, regiões, rios, mares, entre outros conceitos geográficos aparecerem na Bíblia, muitos dos quais DESAPARECERAM ou contam com pouca informação a seu respeito.
 
 
 
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               O Padre  João Ferreira de Almeida, (Padre era um título dado aos pregadores religiosos na época), cuidava de algumas igrejas na região da Malásia e Índia. Junto com sua esposa enfrentou situações difíceis na região. Em 1663, Almeida iniciou a tradução do Novo Testamento direto do grego. Embora o seu trabalho com o grego tenha terminado somente treze anos depois, durante esse período ele iniciou também a tradução do Antigo Testamento a partir dos originais em hebraico.

               Em 1681, foi publicada na Holanda a tradução de Almeida do Novo Testamento, porém foi logo recolhida, pois apresentava erros tipográficos E UM TRABALHO URGENTE DE REVISÃO ERA NECESSÁRIO. Uma nova impressão foi finalmente feita doze anos depois, em 1693.

               João Ferreira de Almeida não chegou a ver o Novo Testamento revisado ser impresso pois faleceu em 1691, na ilha de Java, sem terminar também o Antigo Testamento. Seu trabalho chegou só até o Livro de Ezequiel.

               A tradução do Antigo Testamento foi terminada por Jacobus Akker em 1694, mas PROBLEMAS  DE  REVISÃO  novamente atrasaram a publicação do trabalho. Cinqüenta e quatro anos depois, em 1748 foi publicada, na Holanda, o primeiro volume do Antigo Testamento, e em 1753, o segundo volume do trabalho iniciado por Almeida.

               A primeira impressão da Bíblia completa, em português, em um único volume, aconteceu em Londres, em 1819, com a versão de João Ferreira de Almeida.

               No final do século XIX foi feita um grande  REVISÃO na Versão de Almeida. Esse trabalho é conhecido como Bíblia na Versão REVISTA  E  CORRIGIDA de Almeida. Embora com palavras bem eruditas e construções gramaticais de difícil compreensão, ainda é um versão muito utilizada hoje em dia.

               Na década de 40 do nosso século, “Uma comissão de especialistas” passou anos revendo a tradução e foi publicada a versão  REVISTA  E  ATUALIZADA  de Almeida, a Versão mais lida e conhecida da Bíblia no Brasil.

               Essas duas versões, a revista e corrigida  e  a revista e atualizada, passaram recentemente por  ATUALIZAÇÕES GRAMATICAIS  pela Comissão de Tradutores da Sociedade Bíblica do Brasil. Atualmente, essas Versões são conhecidas como :

- Versão de Almeida revista e corrigida (1995)  e
- Versão de Almeida revista e atualizada  (1993).
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO
 
 
               Todas as Barreiras de Linguagem, Barreiras Culturais, Barreiras Históricas e Barreiras Geográficas, Problemas de Revisão, Correções e Atualizações Gramaticais aqui descritas reforçam a idéia da impossibilidade de se obter uma tradução fiel das escrituras originais, o que é lógico e até compreensível. Porém, a cada tradução muda-se uma palavra.... E já que se substitui uma palavra, por que não colocar outra palavra que seja adequada a uma interpretação subjetiva ?  Isso para não falar de interesses pessoais de Grupos Religiosos...  E pensar que já houve mais de duas mil traduções ...

               Quantas e quantas mudanças de sentidos dos ensinamentos originais foram  feitas ...  Quantas  e quantas alterações nos ensinamentos de Cristo foram adaptados  à direção dos caminhos que a Igreja traçou durante séculos ... Não podemos esquecer o que houve na chamada “Santa Inquisição” em que pessoas eram  executadas  só porque não concordavam com os Dogmas Católicos ...  Quanto orgulho da Igreja !

               E atualmente, quantas notícias nos chegam a respeito do IRA - Irish Republic Army  ou  Exército Republicano Irlandês, que tem por base ações terroristas, numa luta entre Católicos separatistas e os Protestantes unionistas. Uma discórdia que se iniciou há mais de 800 anos !  No início do século XVI foi fundada a Igreja Anglicana (Protestante), por Henrique VIII, em retaliação ao Papa que havia negado ao Soberano Inglês o seu pedido de divórcio. O Anglicanismo se firmou definitivamente na Inglaterra depois da derrota do Rei Jaime I,  frente ao seu sucessor protestante, Guilherme de Orange, na Batalha de Boyne em 1690.

               As origens do agravamento da situação remontam a 1771, ano em que o Rei Henrique II interveio na ilha impondo sua soberania. E no início do século XVIII, nascem as raízes da contenda Religiosa da Irlanda.  Quanto orgulho de pessoas que, em nome de suas religiões foram responsáveis por longos anos de conflito, que já provocou a morte de mais de 3.500 pessoas nos anos mais recentes, na província britânica do Ulster. E só recentemente se teve notícias de um acordo, realizado no Castelo de Stormont, perto de Belfast, para por fim a tão sangrenta e injustificável disputa.

               Sabemos que tudo isso é política ! Mas quantos fatos semelhantes, guerras, lutas pelo poder, autoritarismo, etc,  aconteceram desde o início da civilização ?  Com tudo isso, há alguém que ainda pense que, em nenhum período da humanidade, não houve uma imposição de princípios doutrinários adequados aos objetivos políticos de dominação daqueles que ditavam o comportamento religioso e social em suas respectivas épocas para que a população se adaptasse, por bem ou por mal, aos interesses políticos e pessoais de líderes religiosos e não-religiosos  ???  Bem, pelo menos, tais líderes, diante de tanto derramamento de sangue, certamente, poderiam tentar justificar sua sede de poder e seu comportamento absurdamente autoritário e inflexível, através de interpretações convenientes de alguns trechos bíblicos que fazem referência à discórdia entre Povos...

 
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               Será que ainda assim, podemos dizer com segurança que a Bíblia atual  é uma   REPRODUÇÃO FIEL  das palavras ditas por Jesus ? Mesmo diante de várias evidências relativas às alterações e adaptações dos textos bíblicos ?  Recentemente até a Sua Santidade, o Papa João Paulo II pediu desculpas pelos excessos outrora cometidos pela Igreja ... sem contar os textos sagrados eliminados da atual Bíblia - Ver pesquisas sobre o Concílio de Nicéia – 325 D.C e no Site Submarino ( Parte 1 e Parte 2 ), os Livros que apóiam essa afirmativa.

               É certo que toda tradução ou revisão dos Evangelhos, ainda que levada a termo por íntegros peritos bíblicos, nunca deixará de ser um trabalho humano, e como tal, sujeito a falhas. Fez-se uma acurada revisão de pontuação e não foram poucas as incorreções encontradas nos Subtítulos das referências nos Textos Evangélicos. Conclui-se, e com facilidade, que a Bíblia sofreu incontáveis modificações.

               Sabemos que a política e a Religião, de forma inevitável, influenciam ideologicamente as pessoas de boa-fé.  Todos esses fatos levam-nos a crer que tais modificações, embora necessárias, foram aproveitadas para ditar um comportamento peculiar e conveniente a interesses políticos e religiosos, desde a primeira tradução da Bíblia até os dias de hoje.

               Vale lembrar as inúmeras interpretações da Bíblia, dadas pelas atuais Religiões. Ouvimos com frequência Pastores e Padres dizerem, de forma orgulhosa, ao lerem a Bíblia : "Aqui está a Verdade da Palavra de Deus".

               Deveriam essas mesmas pessoas terem a humildade de dizer de forma completa : "Aqui está a Verdade da Palavra de Deus, segundo a interpretação dos evangélicos e católicos, respectivamente. E isso serve para todas as Religiões. Sim, cada uma delas possui a sua interpretação da Palavra de Deus, pois se assim não fosse, não haveria tantas Religiões no mundo.

               Se os homens tivessem uma visão menos egoísta e interpretassem a Bíblia de uma forma mais homogênea, haveria uma redução drástica do número de Religiões hoje existentes, o que já seria suficiente para eliminar o orgulho de muitos Padres e Pastores, os quais se acham, invariavelmente, "Senhores absolutos da verdade". Mas qual Religião estaria reproduzindo com fidelidade os ensinamentos da Bíblia ? Com quem a Verdade estaria ? ...
 

 
         Jefferson S. B.    Jan/2000.


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                A respeito da comunicação com os Espíritos, a qual a Igreja nega, obtive, através de muita pesquisa nos Sermões de Audiência Geral, no Vaticano, o seguinte relato :


O Papa João Paulo II, perante mais de 20.000 pessoas na Basílica de São Pedro, em 2 de Novembro de 1983, disse :


"O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo".

 



                Isso foi fartamente publicado nos jornais Italianos da época, mas hoje, poucas pessoas se lembram.



*** Católicos falam com os Espíritos ***


Representantes do Vaticano admitem comunicação com os Espíritos !


                O Padre Gino Concetti, fala do "Mais Além" de uma nova maneira. O Padre é irmão da Ordem dos Franciscanos Menores, um dos teólogos mais competentes do Vaticano. É comentarista do «Observatore Romano», o diário oficial do Vaticano.

                A intervenção do padre Concetti, é muito importante, porque, aqui se vêem as novas tendências da Igreja a respeito do paranormal, sobre o qual, até agora, as autoridades eclesiásticas haviam formulado opiniões diferentes. Sustenta ele que, para a Igreja Católica, os contactos com o "Mais Além" são possíveis, e aquele que dialoga com o mundo dos defuntos não comete pecado se o faz sob inspiração da fé.

                Vejamos pois, alguns extractos da entrevista, do Pe. Gino Concetti ( P.G.C ) publicada no Jornal Ansa, em Itália, em Novembro de 1996 :


P.G.C. - «Segundo o catecismo moderno, Deus permite aos nossos caros defuntos, que vivem na dimensão ultraterrestre, enviar mensagens para nos guiar em certos momentos de nossa vida. Após as novas descobertas no domínio da psicologia sobre o paranormal a Igreja decidiu não mais proibir as experiências do diálogo com os trespassados, na condição de que elas sejam levadas com uma finalidade séria, religiosa, científica.»


P - Segundo a doutrina católica, como se produzem os contactos ?

P.G.C - «As mensagens podem chegar-nos, não através das palavras e dos sons, quer dizer, pelos meios normais dos seres humanos, mas através de sinais diversos; por exemplo, pelos sonhos, que às vezes são premonitórios, ou através de impulsos espirituais que penetram em nosso espírito. Impulsos que se podem transformar em visões e em conceitos.»


P - Todos podem ter essas percepções ?

P.G.C - «Aqueles que captam mais frequentemente esses fenómenos são as pessoas sensitivas, isto é, pessoas que têm uma sensibilidade superior em relação a esses sinais ultraterrestres. Eu refiro-me aos clarividentes e aos médiuns. Mas as pessoas normais podem ter algumas percepções extraordinárias, um sinal estranho, uma iluminação repentina. Ao contrário das pessoas sensitivas podem raramente conseguir interpretar o que se passa com elas no seu foro íntimo.»


P - Para interpretar esses fenómenos a Igreja permite-lhes recorrer aos chamados sensitivos e aos médiuns ?

P.G.C - «Sim, a Igreja permite recorrer a essas pessoas particulares, mas com uma grande prudência e em certas condições. Os sensitivos aos quais se pode pedir assistência, devem ser pessoas que levam as suas experiências, mesmo aquelas com técnicas modernas, inspiradas na fé. Se essas últimas forem padres é ainda melhor. A Igreja interdita todos os contactos dos fiéis com aqueles que se comunicam com o Mais Além, praticando a idolatria, a evocação dos mortos, a necromancia, a superstição e o esoterismo; todas as práticas ocultas que incitem à negação de Deus e dos sacramentos»


P - Com que motivações um fiel pode encetar um diálogo com os trespassados ?

P.G.C - «É necessário não se aproximar muito do diálogo com os defuntos, a não ser nas situações de grande necessidade. Alguém que perdeu em circunstâncias trágicas, seu pai ou sua mãe, ou então seu filho, ou ainda seu marido e não se resigna com a ideia do seu desaparecimento, ter um contacto com a alma do caro defunto pode aliviar-lhe o espírito perturbado por esse drama. Pode-se igualmente endereçar aos defuntos se se tem necessidade de resolver um grave problema de vida. Nossos antepassados, em geral, ajudam-nos e nunca nos enviarão mensagens nem contra nós mesmos nem contra Deus.»


P - Que atitudes convém evitar durante contactos mediúnicos ?

P.G.C - «Não se pode brincar com as almas dos trespassados. Não se pode evocá-las por motivos fúteis, para obter por exemplo um nº do Loto. Convém também ter um grande discernimento a respeito dos sinais do Mais Além e não muito enfatizá-los. Arriscar-se-ia a cair na mais suspeita e excessiva credulidade. Antes de mais nada não se pode abordar o fenômeno da mediunidade sem a força da fé.»